ITGP 2025: Municípios do Rio de Janeiro avançam na transparência, mas desafios permanecem

O Instituto de Direito Coletivo (IDC), em parceria com a Transparência Internacional – Brasil, apresenta os resultados do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) 2025, avaliando 13 municípios do Estado do Rio de Janeiro.

O ITGP analisa como as prefeituras estão garantindo o acesso à informação, a participação cidadã e a boa governança, a partir de dimensões como obras públicas, transparência orçamentária, marcos legais e canais de participação social.

 

Confira as notas do ITGP 2025

ITGP2025

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Entenda a metodologia do ITGP

O ITGP é construído a partir de uma metodologia rigorosa que avalia aspectos legais, plataformas digitais, transparência orçamentária, obras públicas, governança e mecanismos de participação social.

A metodologia foi desenvolvida pela Transparência Internacional – Brasil, em consulta com especialistas, organizações da sociedade civil e órgãos de controle, buscando alinhar-se a boas práticas internacionais.

🔗 Confira a nota metodológica completa: ITGP – Nota Metodológica 2025

 

Avanços em 2025

Em comparação com 2024, os resultados de 2025 mostram progressos consistentes e animadores:

  • Média geral mais alta: passou de 51,0 pontos em 2024 para 63,5 em 2025, indicando uma tendência positiva entre os municípios.
  • Fim do nível “ruim”: em 2025, nenhuma cidade foi classificada nesse patamar, contra três no ano anterior.
  • Mais municípios em bom nível: o número de cidades classificadas como “bom” mais que triplicou, de 2 em 2024 para 7 em 2025.
  • Liderança do Rio de Janeiro: a capital ampliou sua nota de 76,2 (Bom) em 2024 para 98,0 (Ótimo) em 2025, tornando-se referência estadual e nacional.
  • Avanços regionais: municípios como Petrópolis, Macaé e Saquarema também apresentaram crescimento significativo, reforçando que o fortalecimento da transparência não está restrito à capital.

 

Desafios e Pontos Baixos em 2025

Apesar dos avanços, a análise evidencia que ainda há áreas críticas que exigem atenção imediata:

  • Obras Públicas: continua sendo a dimensão mais frágil. Campos obteve apenas 4,55 pontos e Teresópolis 18,18, evidenciando falta quase total de informações sobre prazos, contratos e investimentos.
  • Engajamento e Participação: grande parte dos municípios ainda não garante canais eficazes de escuta e participação da população. Em Búzios, por exemplo, a nota foi de apenas 21,15.
  • Marcos Legais: cidades como Araruama (30,0) e Quatis (45,0) demonstram que a regulamentação da Lei de Acesso à Informação ainda é insuficiente.
  • Transparência Orçamentária: apesar de alguns avanços, casos como Três Rios (45,92) ainda revelam deficiências sérias na divulgação de receitas e gastos.

Esses pontos reforçam que a transparência plena ainda está distante. O desafio é transformar os avanços de 2025 em políticas permanentes, capazes de resistir a mudanças de gestão e consolidar uma cultura de transparência e participação cidadã.

 

Transparência como direito

Os resultados demonstram que houve evolução, mas que a transparência plena ainda está distante. Melhorias nos portais de dados e nos mecanismos de governança foram conquistadas, mas obras públicas e canais de participação continuam sendo os pontos mais frágeis.

A transparência é um direito do cidadão e uma obrigação da gestão pública.

 

Acompanhe os próximos conteúdos

Este é o primeiro passo da campanha ITGP 2025. Nas próximas semanas, vamos divulgar nas redes sociais do IDC comparativos específicos de cada município, mostrando pontos fortes e fracos de cada cidade.

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