Confira o relatório final da segunda fase da pesquisa Catadores por Menos Plástico

O Instituto de Direito Coletivo (IDC), em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), acaba de divulgar o relatório final da segunda fase da pesquisa Catadores por Menos Plástico. A nova etapa do estudo foi realizada ao longo de 2025 com o objetivo de confirmar os dados levantados na edição anterior e aprofundar a análise sobre o impacto dos plásticos de difícil reciclabilidade na rotina das cooperativas.

Foram envolvidas 20 organizações de catadores, totalizando 322 trabalhadores e trabalhadoras da reciclagem em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro. No total, foram auditadas 648 embalagens plásticas com base em critérios de reciclabilidade, presença de informações no rótulo e identificação de marcas.

Principais achados da 2ª fase

  • A pesquisa reafirma a presença significativa de embalagens não recicláveis entre os rejeitos – ou seja, materiais que passam pela triagem dos catadores, mas acabam descartados por não terem valor comercial, estarem contaminados ou serem tecnicamente inviáveis de reciclar.
  • As embalagens do setor de alimentação humana continuam sendo as mais recorrentes entre os plásticos descartados.
  • Em média, catadores(as) perdem 1h45 por dia apenas com a separação de materiais que não poderão ser reaproveitados.
  • Essa perda de tempo se reflete diretamente na renda das organizações: a estimativa é de que, se os plásticos não recicláveis fossem comercializados, cada cooperativa poderia gerar de R$ 1,2 mil a R$ 3,7 mil por mês.  
  • O levantamento também identificou os grupos empresariais mais presentes nas embalagens não recicláveis, revelando a responsabilidade recorrente de grandes indústrias, especialmente do setor alimentício.
  • A falta de instruções claras de reciclabilidade nas embalagens segue como um entrave grave à eficiência da triagem.

Por que esses dados importam?

A pesquisa amplia a visibilidade sobre um problema estrutural: a falsa promessa da reciclabilidade de embalagens no Brasil. Ao demonstrar o impacto concreto disso no cotidiano dos catadores e na sustentabilidade econômica das cooperativas, o estudo reforça a urgência de mudanças na política de resíduos, na rotulagem e na responsabilização dos grandes geradores.

📥 Baixe o relatório completo:

Clique abaixo para acessar a íntegra da pesquisa, conhecer a metodologia e os dados completos desta nova fase:

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