Campanha Pública: Não é só plástico — é rejeito, é injustiça!

Campanha Pública: Não é só plástico — é rejeito, é injustiça!

O Instituto de Direito Coletivo (IDC) lança uma campanha pública de conscientização sobre a não reciclabilidade do plástico e seus impactos sociais e ambientais. A iniciativa é fruto direto da pesquisa “Catadores por Menos Plástico”, realizada em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), e que resultou em um Projeto de Lei atualmente em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Nosso objetivo com essa campanha é simples, mas urgente: informar, engajar e transformar. É hora de expor as verdades escondidas sob o selo “reciclável” e lutar por justiça ambiental com protagonismo de quem mais entende de reciclagem: os catadores.


O que a pesquisa revelou

A investigação, feita ao longo de várias semanas em 20 cooperativas de catadores no estado do Rio de Janeiro, identificou que 64% dos resíduos plásticos coletados eram, na prática, não recicláveis.

Esses resíduos não têm mercado, não podem ser reaproveitados e, mesmo quando separados corretamente pelos consumidores, acabam virando rejeito — indo para aterros, lixões ou para o meio ambiente.


Reciclável pra quem?

Há um abismo entre o que se diz “reciclável” e o que realmente é reciclado. Muitas embalagens plásticas:

  • São feitas com materiais misturados (como multicamadas);

  • Têm pigmentações que impedem a triagem;

  • Não seguem normas de rotulagem;

  • Ou simplesmente não têm valor de mercado.

Na prática, isso significa custo ambiental, social e econômico para quem vive da reciclagem. Os catadores fazem o trabalho mais pesado — e ainda ficam com o pior da cadeia.


Os impactos da não reciclabilidade

Para os catadores:

  • Perda de tempo e renda na triagem de materiais que não têm valor;

  • Ausência de remuneração justa por um serviço ambiental essencial;

  • Invisibilidade nas decisões sobre políticas públicas de reciclagem.

Para o meio ambiente:

  • Plásticos não recicláveis viram lixo sem solução;

  • Poluição do solo, rios e oceanos;

  • Aumento de emissões de gases do efeito estufa quando incinerados.

Para a sociedade:

  • Falsa sensação de que “reciclar é suficiente”;

  • Greenwashing por parte de empresas que lucram com embalagens poluentes;

  • Falta de responsabilização dos grandes geradores de resíduos.


Da pesquisa à ação: o Projeto de Lei 5392/2025

A partir dos dados da pesquisa, o IDC apresentou os resultados ao deputado estadual Carlos Minc, que protocolou o Projeto de Lei nº 5392/2025. A proposta visa:

✅ Exigir embalagens 100% recicláveis e rotuladas corretamente no estado do Rio de Janeiro;
✅ Determinar o pagamento direto aos catadores por serviços ambientais (triagem, coleta seletiva, educação ambiental);
✅ Estabelecer um prazo de cinco anos para banir plásticos não recicláveis do mercado fluminense.

Essa é uma conquista concreta da mobilização social, da articulação técnica e do compromisso do IDC com a justiça coletiva.


🧠 O que você pode fazer agora?

✔️ Compartilhe os conteúdos da campanha em suas redes sociais;
✔️ Apoie o PL 5392/2025 junto aos seus representantes;
✔️ Pressione marcas e empresas por embalagens com reciclabilidade real;
✔️ Valorize o trabalho dos catadores e das cooperativas da sua região.


✊ Por menos plástico, mais justiça

A reciclagem só é justa se for verdadeira. E ela começa na produção, não na ponta da cadeia.
Os catadores não podem continuar sendo a lixeira da indústria. É hora de mudar as regras — com dados, com lei, com mobilização.

Junte-se a nós nessa campanha.
Por embalagens que reciclamos de verdade.
Por uma economia circular com justiça social.

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